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Zika em Alagoas a urgência dos direitos

05 07 ppgbios notícias zicaAlagoasAs mulheres e as crianças da epidemia

Em fevereiro de 2016, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou haver uma situação de emergência global pelos efeitos do vírus zika na gravidez. O nordeste brasileiro era o epicentro das atenções globais. Relatos diários de nascimento de crianças com microcefalia, isto é, com o perímetro da cabeça reduzido, ilustravam notícias e amedrontavam mulheres grávidas. Muito se falou da epidemia na Bahia, na Paraíba e em Pernambuco. As mães da epidemia, como ficaram conhecidas as porta-vozes dos efeitos do zika na gravidez, tinham uma geografia diferente para o centrosul do país acostumado a falar de si mesmo e sobre as próprias dores.

eram mulheres nordestinas, muitas delas sertanejas ou agricultoras, distantes dos centros urbanos e dos holofotes das televisões

Como alagoana, me intrigou o silêncio sobre as mulheres do pequeno estado apertado entre os gigantes da epidemia, Bahia e Pernambuco. Os estados vizinhos eram a voz da ciência das descobertas e, ao mesmo tempo, do desamparo das famílias e suas crianças de cabeça miudinha. Centros de referência para estimulação precoce das crianças foram prometidos, políticas estaduais desenhadas, a mobilização de famílias teve início. Mas Alagoas se mantinha um enigma, até que escutei ser o estado um “paradoxo” para a compreensão da epidemia. Que Alagoas é um paradoxo da desigualdade, pois é a terra de Quilombo dos Palmares e de Palmeira dos Índios, dos usineiros e dos canaviais, dos altos índices de homicídio de mulheres, tudo isso esclarecia o senso de paradoxo daquela terra. O sentido anunciado, no entanto, era outro.

Confira a matería na íntegra abaixo:

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